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O uso do Kipá
12/04/2009, 4:54 pm
Filed under: Símbolos Judaicos.Entenda!

Por que os homens judeus usam uma kipá (solidéu)?kipa-dos

O homem foi criado “à imagem de Deus”. Portanto, ele deve vestir-se com dignidade. A cabeça, como fonte da moral, representa a parte mais importante do corpo humano. Cobrindo a cabeça, somos lembrados da onipresença divina, e conscientizamo-nos de que a humildade é a essência da religião.

A verdade é que ninguém sabe ao certo como, quando e por que surgiu o costume. Durante muito tempo, as autoridades religiosas não consideravam obrigatório o uso da kipá. Somente no século XIX, face ao perigo da assimilação, os judeus ortodoxos adotaram a kipá como símbolo da particularidade judaica, e fizeram do costume uma lei.

fonte:http://www.webjudaica.com.br

O Kipá em relação ao uso na Igreja Católica

Solidéu (em latim Pileolus) é um pequeno barrete usado na cabeça por clérigos da Igreja Católica, semelhante à quipá. Seu nome provém do latim soli Deo, “somente para Deus”.
Solidéu branco usado pelos Papas.

Na Igreja Católica o solidéu foi adotado inicialmente por razões práticas — para manter a parte tonsurada da cabeça aquecida em igrejas frias ou úmidas — e sobreviveu como um item tradicional do vestuário clerical. Ele consiste de oito partes costuradas, com um pequeno talo no topo.

Todos os membros ordenados da Igreja Católica podem usar o solidéu. Como grande parte da indumentária eclesiástica, a cor do solidéu denota o grau hierárquico de quem o usa: o solidéu do papa é branco, o dos cardeais é vermelho, e o dos bispos, abades territoriais e prelados territoriais é violeta.

Padres e diáconos usam solidéu negro, embora o uso do solidéu por padres (com exceção dos abades) seja extremamente raro, e ainda mais raro entre diáconos.

Todos os clérigos que possuem caráter episcopal (isto é, que são bispos), retêm o solidéu durante a maior parte da missa, removendo-o no início do cânon e recolocando-o depois de concluída a comunhão. Os demais clérigos não podem usá-lo senão fora da liturgia.

A kipá é um lembrete constante da presença de D’us. D’us nos acompanha em qualquer lugar que formos, e está sempre nos protegendo e nos guiando.

A kipá deve estar sempre sobre nossa cabeça, lembrando que há alguém acima de nós, que nos acompanha e observa nossos atos. Isso faz com que reflitamos mais sobre nosso comportamento e nossas ações.

O Talmud, no tratado de Shabat, traz a passagem, “Hicon licrat Elokecha Yisrael”, “Prepare-te diante de seu D’us, Israel”. Baseado nesse versículo, nossos Sábios costumavam preparar-se no momento da prece demonstrando que estavam prestes a ter um encontro com o Rei dos Reis.

O Talmud nos relata que certo Sábio calçava um sapato especial e um outro trocava sua roupa vistosa por outra mais simples (por temor diante da grandeza de D’us). Seguindo esta motivação, costumamos usar o chapéu em adição a kipá no momento da reza. O chapéu vem como um preparo para a conferência particular a qual estamos nos aprontando. O gartel, o cinto o qual muitos judeus costumam usar durante a oração, também é usado pelo mesmo motivo.

Há mais uma razão para o uso do chapéu que consta na Cabalá: a de que há duas luzes, duas forças divinas, que envolvem cada pessoa. Há a camada de luz mais próxima a pessoa e uma camada mais distante. A kipá representa esta luz da camada mais próxima. Já o chapéu, vem representar a camada de luz mais externa que cerca a pessoa.

fonte:http://pt.wikipedia.org/